Já a algum tempo (ou melhor, desde que meus filhos cresceram o suficiente para compreender que um comercial de brinquedos serve para lhes despertar o desejo de algo que pode ser encontrado em uma loja especializada e será a dor de cabeça do papai por pelo menos até a próxima oportunidade em que mereçam um presente) venho prestando atenção ao mercado de bonecos comemorativos (em inglês são chamados de action figures) colecionáveis.
Alguns despertam curiosidade e simpatia, como os da série Star Wars, ou de filmes de super heróis que conhecemos nos gibis da Marvel ou da DC. Outros em filmes de ação que se tornaram (ou tentaram) virar novos clássicos.
E tem as Barbies.
Bom, eu já sabia - através de um documentário sobre colecionadores compulsivos - que as Barbies são MUITO colecionáveis, e as bonecas mais raras, edições limitadas, podem alcançar preços elevados em leilões na internet ou até mesmo presenciais. Uma referência que achei para escrever esse post explica muita coisa: http://www.vintagebarbiedolls.net/.
Coisas da década de 50 ou 60, que refletem a forma dos EUA pensar. Trazem uma identidade intimamente ligada à cultura do lugar e seu momento histórico - vista sempre sob um prisma que é pano para debates acalorados com o pessoal que faz estudos de gênero e critica o papel da mulher na sociedade moderna.
Bom, acontece que na minha última visita à loja de brinquedos, me deparei com isso:
E pensei: WTF is this???
E pensei mais: acho que o capitalismo conseguiu derrubar mais uma barreira! Os caras simplesmente pegaram um ícone cultural (controverso, eu sei, eu sei) da indústria dos brinquedos, e o cruzaram com outro ícone pop classico. Fizeram as Barbies das Bond Girls! E para abraçar a iniciativa criaram o rótulo "Black Label".
Eles inventaram uma forma de vender Barbies a R$ 150,00 para marmanjos! O tema, a embalagem e até o rótulo que remete aos uísques Johnny Walker cheiram a marmanjo! Senti como se um tabu estivesse quebrado. Mas fica pior:
Fizeram o "Pink Label" e reinventaram o conceito de colecionáveis, um mercado tradicionalmente de marmanjos (com suas raras exceções), usando a mesma fórmula com outro ícone pop: a saga dos vampirinhos adolescentes.
Agora colecionar action figures não é mais coisa de marmanjo (mesmo que sejam Barbies). Também é coisa de mocinhas. Vocês não genial? Ou brutal?
Eu acho um pouco das duas coisas. Fiquei com saudade dos meus antigos brinquedos de madeira.
Acho que vou fazer uns para os meus filhos neste final de semana e rezar para que eles tenham mais apreço pelo que eu fizer do que por essas ... coisas sobre as quais eu não consigo decidir o que realmente penso.
Welcome to your life / There´s no turning back / Even while we sleep / We will find you / Acting on your best behaviour / Turn your back on mother nature / Everybody wants to rule the world .... .... .... Tears for Fears
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terça-feira, 24 de maio de 2011
segunda-feira, 2 de maio de 2011
O Discurso do Rei
Outra surpresa inesperada. Depois de um jantar com amigos que foi até às 5 da manhã de sábado, ter acordado cedo no domingo, e passado o dia com as crianças, à noite estava exausto. Mas a dona patroa merecia um carinho, afinal fizemos 8 anos de casamento ontem, e dadas as circunstâncias nada melhor do que um cineminha.
Eu não sabia sobre o que era o filme. Não tinha a mínima ideia sobre o tema, só sabia que estava recebendo boas críticas. Apesar do sono e do filme ser mesmo um pouco lento - coisa do gênero a que se presta - a atuação do príncipe/rei gago é fantástica.
O crescendo da relação que se desenvolve entre ele e seu "speach therapist" Lionel é muito interessante, enquanto um cresce e o outro se despe das suas camadas de proteção, títulos e arrogância - características próprias de um monarca. Em dado momento, as raízes da insegurança do rei aparecem, naturalmente, e a natureza segue seu curso.
Uma surpresinha à parte é uma Helena Bonhan Carter animadinha e rechonchuda no papel da rainha, de uma forma que eu nunca vi antes em filme algum. Grande contraste com a maluca do Clube da Luta, por exemplo. Espero que ela esqueça o Tim Burton por um tempo e se envolva em mais projetos deste tipo.
Eu não sabia sobre o que era o filme. Não tinha a mínima ideia sobre o tema, só sabia que estava recebendo boas críticas. Apesar do sono e do filme ser mesmo um pouco lento - coisa do gênero a que se presta - a atuação do príncipe/rei gago é fantástica.
O crescendo da relação que se desenvolve entre ele e seu "speach therapist" Lionel é muito interessante, enquanto um cresce e o outro se despe das suas camadas de proteção, títulos e arrogância - características próprias de um monarca. Em dado momento, as raízes da insegurança do rei aparecem, naturalmente, e a natureza segue seu curso.
Uma surpresinha à parte é uma Helena Bonhan Carter animadinha e rechonchuda no papel da rainha, de uma forma que eu nunca vi antes em filme algum. Grande contraste com a maluca do Clube da Luta, por exemplo. Espero que ela esqueça o Tim Burton por um tempo e se envolva em mais projetos deste tipo.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Sucker Punch - Mundo Surreal
Então pessoal... esse é do tipo "ou ama ou odeia". Não tem meio termo. A base da trama abre caminho para qualquer maluquice, e bizarrices são só o que se vê, do início ao fim. Eu, particularmente, gostei muito do filme. Mas é necessário ir ao cinema sem pretensões ou corre-se o risco de grande decepção.
Acho que a baixa bilheteria nos EUA são, em parte, responsabilidade da promoção pré-lançamento que gera grande expectativa. Acaba causando frustração, e nada afunda mais uma iniciativa ou faz decolar alguma coisa com mais velocidade do a propaganda boca a boca... seja ela positiva ou negativa. Então, quem esperava uma coisa, e viu outra, fala mal - e com razão. Mas quem não esperava nada, saiu positivamente impressionado. Este foi o meu caso.
Uma coisa que achei muito legal é que o filme faz uma série de referências pop a outras coisas que a mente associa com algo na memória mas não lembra exatamente o que é. É o caso dos samurais gigantes no começo do filme. Tenho certeza que já vi isso em algum jogo antigo... mas não lembro qual! E tem muitas outras que não vou comentar para não estragar a surpresa.
E tem as meninas, é claro.
Mas para ser honesto, não gostei de algumas das abundantes sequências de luta em câmera lenta. Porém, se tomar uns chopps antes do filme, isso perde a importância.
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