Olá pessoal
Eu nem ia mostrar essa arma, mas no final, contra todas as expectativas, ela ficou funcional e resolvi mostrar o resultado. A história é a seguinte:
Fiz o blank com a laminação usual - duas lâminas de cedro, com uma de cerne de canela no meio e uma de jatobá por baixo das três para dar lastro - e não prendi o blank da forma correta durante a secagem. O resultado foi um blank empenado.
Mas depois de deixar ele uns 2 meses encostado, resolvi terminar a arma apenas pelo exercício. Ficaria muito fina e eu me perguntei várias vezes como faria para passar um elástico circular num cabeçote magrela. Até que o óbvio me atingiu quando vi a arma de um italiano:
Notem a foto do canto superior direito. São elásticos paralelos fixados com corda na madeira, o que proporciona um cabeçote menor.
Ainda assim cometi outros erros, como a furação do gatilho PK Sub que utilizei - que por descuido - atravessou o blank. Acabei tendo que fazer um guardamato gigantesco.
Um lado positivo foi o teste da pistola de pintura. Ficou um acabamento muito bom, melhor do que resina epoxi com pincel e rolo de espuma que eu usava antes. Usei vermiz PU bicomponente com 8 demãos.
Bom, de qualquer forma, seguem as fotos:
Welcome to your life / There´s no turning back / Even while we sleep / We will find you / Acting on your best behaviour / Turn your back on mother nature / Everybody wants to rule the world .... .... .... Tears for Fears
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segunda-feira, 2 de abril de 2012
quarta-feira, 28 de março de 2012
Arbalete #3 - Finalizando a usinagem do blank
Boa tarde pessoal,
Nesta semana continuei a usinagem do blank e estou próximo de uma forma final. O contorno do cabeçote foi cortado e usinado com lixa 40 e 60. Também dei forma às abas laterais onde as barras de inox que prenderão o eixo das polias serão aparafusadas, atrás do cabeçote.
Fiz os furos e a usinagem dos recessos onde o elástico será preso por baixo da arma. Também arredondei os cantos vivos e dei uma lixada geral para emparelhar qualquer desnível.
Montei os elásticos de16mm com 50cm cada, para um curso total de 170cm somando-se a parte de cima do cano e a parte de baixo, entre o pino da seta e o recesso de ancoragem do elástico por baixo.
Ainda estou aguardando o torneiro terminar as peças que encomendei com ele, mas até lá, seguem as fotos:
Próximos passos: lixar até grana 320 para dar acabamendo pré pintura. Receber e montar as peças de tecnil, ajustar o gatilho e fabricar as peças de inox.
Abraços a todos!
Nesta semana continuei a usinagem do blank e estou próximo de uma forma final. O contorno do cabeçote foi cortado e usinado com lixa 40 e 60. Também dei forma às abas laterais onde as barras de inox que prenderão o eixo das polias serão aparafusadas, atrás do cabeçote.
Fiz os furos e a usinagem dos recessos onde o elástico será preso por baixo da arma. Também arredondei os cantos vivos e dei uma lixada geral para emparelhar qualquer desnível.
Montei os elásticos de16mm com 50cm cada, para um curso total de 170cm somando-se a parte de cima do cano e a parte de baixo, entre o pino da seta e o recesso de ancoragem do elástico por baixo.
Ainda estou aguardando o torneiro terminar as peças que encomendei com ele, mas até lá, seguem as fotos:
Abraços a todos!
quarta-feira, 14 de março de 2012
Arbalete #3 - Continuação: usinagem do blank
Pessoal
Dando continuidade ao projeto da rollergun, fiz as canaletas de descanso das borrachas na tupia, em cima e em baixo.
Abri as cavidades onde ficarão as polias e colei madeira nas laterais para completar o tamanho do cabeçote para receber as polias - faltavam ali uns 7mm.
Como algumas pessoas acreditam que as imagens valem mais do que as palavras (há que se discutir sobre o assunto num post mais oportuno) seguem as fotos:
Dando continuidade ao projeto da rollergun, fiz as canaletas de descanso das borrachas na tupia, em cima e em baixo.
Abri as cavidades onde ficarão as polias e colei madeira nas laterais para completar o tamanho do cabeçote para receber as polias - faltavam ali uns 7mm.
Como algumas pessoas acreditam que as imagens valem mais do que as palavras (há que se discutir sobre o assunto num post mais oportuno) seguem as fotos:
segunda-feira, 5 de março de 2012
Arbalete #3 - Começando a rollergun
Bom dia pessoal!
Neste último sábado, em meio às tarefas de manutenção da casa, resolvi começar a construir a minha rollergun. O projeto é uma cópia das rollers do Renato. As medidas do blank são 5cm X 3cm X 90cm de cano, o que dá um comprimeiro total de cerca de 110cm ou mais um pouco. Vou saber ao certo depois de terminar.
Comprei o blank do Leandro Pacheco, colega armeiro que vem fazendo canos de madeira artesanais de ótimo nível, vendendo com muita aceitação para todo o país. Foi feito com lâminas alternadas de jatobá e cedro, o que inicialmente pode parecer pesado - na água vai mostrar equilíbrio ideal na flutuabilidade. As armas que fiz em jatobá e cedro, até agora, afundam com a seta e flutuam após o tiro.
Nesta foto dá para ver o detalhe da laminação e o desenho de onde será feita a furação para o gatilho.
Esta, para quem não conhece, é a super plaininha para escavação da guia da seta. Quem se interessar em construir uma, tenho o tutorial aqui mesmo, no blog. Como a lâmina central do blank é de um cedro bem linheiro, a plaina funcionou muito bem. Dá pra ver pelo comprimento dos cavacos.
Com a guia escavada, fiz a furação e abertura da cavidade que deve receber o gatilho. Parei no sábado mais ou menos neste ponto. Para que se tenha uma idéia de como vai ficar, vejam a foto abaixo:
O gatilho e a carretilha Omer Match 30 serão usados nesta arma. A coronha e as roldanas não. São para outros projetos, mas já se pode ter uma imagem do produto final.
É isso aí galera! Até a próxima.
Neste último sábado, em meio às tarefas de manutenção da casa, resolvi começar a construir a minha rollergun. O projeto é uma cópia das rollers do Renato. As medidas do blank são 5cm X 3cm X 90cm de cano, o que dá um comprimeiro total de cerca de 110cm ou mais um pouco. Vou saber ao certo depois de terminar.
Comprei o blank do Leandro Pacheco, colega armeiro que vem fazendo canos de madeira artesanais de ótimo nível, vendendo com muita aceitação para todo o país. Foi feito com lâminas alternadas de jatobá e cedro, o que inicialmente pode parecer pesado - na água vai mostrar equilíbrio ideal na flutuabilidade. As armas que fiz em jatobá e cedro, até agora, afundam com a seta e flutuam após o tiro.
Nesta foto dá para ver o detalhe da laminação e o desenho de onde será feita a furação para o gatilho.
Esta, para quem não conhece, é a super plaininha para escavação da guia da seta. Quem se interessar em construir uma, tenho o tutorial aqui mesmo, no blog. Como a lâmina central do blank é de um cedro bem linheiro, a plaina funcionou muito bem. Dá pra ver pelo comprimento dos cavacos.
Com a guia escavada, fiz a furação e abertura da cavidade que deve receber o gatilho. Parei no sábado mais ou menos neste ponto. Para que se tenha uma idéia de como vai ficar, vejam a foto abaixo:
O gatilho e a carretilha Omer Match 30 serão usados nesta arma. A coronha e as roldanas não. São para outros projetos, mas já se pode ter uma imagem do produto final.
É isso aí galera! Até a próxima.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Bonitas imagens da reserva do Arvoredo
Lindo vídeo feito na reserva do Arvoredo com especial atenção às pequenas criaturas. Faz a gente pensar no motivo pelo qual devemos pescar de forma ética e consciente.
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Arbalete #2 - Finalizada!
Olá pessoal,
Seguem as fotos da segunda arbalete. Já terminei faz um tempinho, mas estava devendo as fotos:
Seguem as fotos da segunda arbalete. Já terminei faz um tempinho, mas estava devendo as fotos:
Seguem os dados da moça:
Arma de 110 com laminação em "T" alternando duas pranchas de cedro com uma de cerne de canela preta no meio. Na horizontal, por baixo, uma prancha de jatobá.
Coronha laminada com cedro e canela rajada. Todas as laminações com fibra de vidro para reforço estrutural.
Sistema de gatilho artesanal, solta linha, prendedor da coronha e guia de linha em inox, e carretilha artesanal em inox e tecnil com capacidade de 44 metros de linha 2,5mm.
Trabalha com duas 16 montados com miçangas de dyneema. Protetor de peito enborrachado e seta PK inox mola.
Ainda não foi para água... mas isso deve mudar no feriado do dia 15.
Abraço a todos!
sábado, 24 de setembro de 2011
Arbalete #2 - Gatilho e nova coronha
Olá Pessoal,
Já faz algum tempo não é? Bom, estou de férias desde segunda feira e tive algum tempo para dar sequência ao trabalho da nova arbalete. Nas fotos abaixo podemos ver a nova coronha.
Fiz uma nova pois a antiga tinha alguns problemas. Primeiro, era feita a partir de um bloco de canela maciça. Eu a havia cortado no sentido errado (fibra na vertical) e a havia esculpido usando a mão nua como modelo, quando na verdade estaria mergulhando de luvas.
Como vocês podem ver, a nova coronha é laminada com duas partes de cedro e uma no centro de canela, adicionando fibra de vidro como reforço entre as camadas. Isso resolve o problema da fragilidade. Também fui mais generoso nos espaços para os dedos e na furação da guarda do gatilho, o que resolve o problema de falta de espaço para as luvas.
O gatilho foi feito usando as peças do gatilho do Jackson - lá do Guarapas - como gabarito. Para minha caixa usei um tubo de inox retangular pois evita o complicado serviço de dobra. Funcionou muito bem, mesmo que eu tenha apanahdo por um bom tempo até acertar a furação.
Abaixo algumas imagens de como está ficando o conjunto, já com a carretilha:
A coronha será fixada no corpo da arma com dois parafusos de inox, além de resina epoxi, é claro:
Valeu galera!
Já faz algum tempo não é? Bom, estou de férias desde segunda feira e tive algum tempo para dar sequência ao trabalho da nova arbalete. Nas fotos abaixo podemos ver a nova coronha.
Fiz uma nova pois a antiga tinha alguns problemas. Primeiro, era feita a partir de um bloco de canela maciça. Eu a havia cortado no sentido errado (fibra na vertical) e a havia esculpido usando a mão nua como modelo, quando na verdade estaria mergulhando de luvas.
Como vocês podem ver, a nova coronha é laminada com duas partes de cedro e uma no centro de canela, adicionando fibra de vidro como reforço entre as camadas. Isso resolve o problema da fragilidade. Também fui mais generoso nos espaços para os dedos e na furação da guarda do gatilho, o que resolve o problema de falta de espaço para as luvas.
O gatilho foi feito usando as peças do gatilho do Jackson - lá do Guarapas - como gabarito. Para minha caixa usei um tubo de inox retangular pois evita o complicado serviço de dobra. Funcionou muito bem, mesmo que eu tenha apanahdo por um bom tempo até acertar a furação.
Abaixo algumas imagens de como está ficando o conjunto, já com a carretilha:
A coronha será fixada no corpo da arma com dois parafusos de inox, além de resina epoxi, é claro:
Valeu galera!
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Coisas que matam mais do que tubarões
Coisas que matam mais do que tubarões
Conheça também o projeto Protuba, do instituto Aqualung.
Tubarões não são nossos inimigos!
Conheça também o projeto Protuba, do instituto Aqualung.
Tubarões não são nossos inimigos!
terça-feira, 12 de julho de 2011
Arbalete #2 - Corrigindo erro na carretilha
Olá pessoal!
Mostrando o trabalho da carretilha lá no Guarapas, recebi a dica importantíssima do Renato sobre um erro na carretilha. O Tópico está aqui.
O problema era que a borboleta que serve de freio estava em atrito direto com o carretel, de forma o carretel girando, girava a borboleta, que apertava ou cedia conforme a direção em que girava o carretel.
Então, seguindo a orientação do Renato, implementei a seguinte solução:
Desbastei as laterais do parafuso no eixo central para o deixar com uma forma achatada, preservando a rosca nos lados perpendiculares de forma que a borboleta continue enroscando perfeitamente.
Depois peguei uma arruela de inox 3/16 e alarguei o furo de dois lados para que o buraco tome a forma da ponta desbastada do parafuso. Isso vai fazer com que o atrito do carretel seja com a arruela, que não vai girar, prevenindo a borboleta de travar ou cair do parafuso.
Tudo muito simples e inteligente! Obrigado Renato.
Aproveito para mostrar a segunda carretilha que estou fazendo para um amigo pescar na Bahia:
Esta vai ter uma manivela maior, retirada de um molinete MS Altima 3000 travado que caiu no mar.
Abraços!
Mostrando o trabalho da carretilha lá no Guarapas, recebi a dica importantíssima do Renato sobre um erro na carretilha. O Tópico está aqui.
O problema era que a borboleta que serve de freio estava em atrito direto com o carretel, de forma o carretel girando, girava a borboleta, que apertava ou cedia conforme a direção em que girava o carretel.
Então, seguindo a orientação do Renato, implementei a seguinte solução:
Desbastei as laterais do parafuso no eixo central para o deixar com uma forma achatada, preservando a rosca nos lados perpendiculares de forma que a borboleta continue enroscando perfeitamente.
Depois peguei uma arruela de inox 3/16 e alarguei o furo de dois lados para que o buraco tome a forma da ponta desbastada do parafuso. Isso vai fazer com que o atrito do carretel seja com a arruela, que não vai girar, prevenindo a borboleta de travar ou cair do parafuso.
Tudo muito simples e inteligente! Obrigado Renato.
Aproveito para mostrar a segunda carretilha que estou fazendo para um amigo pescar na Bahia:
Esta vai ter uma manivela maior, retirada de um molinete MS Altima 3000 travado que caiu no mar.
Abraços!
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Arbalete #2 - segunda parte
Olá pessoal!
Segue um update na confecção da segunda arbalete. Hoje vou mostrar apenas fotos da carretilha sem solda que fiz em poliacetal e inox:
O carretel foi torneado por um amigo em poliacetal branco. Material muito resistente, optei por não usar nenhum tubo no furo do eixo. Em contrapartida a parede entre o furo do eixo e a parte interna do carretel é bem grossa. Depois de pronto achei que ele ficou um pouco alto - na parte interna tem 6 centímetros. O carretel torneado é a única parte da carretilha que não foi feita por mim.
A manivela foi feita com um manípulo extraído de um molinete de pesca quebrado. Usei um parafuso inox fixado com porcas no carretel. A cabeça do parafuso é do tipo panela, e foi bastante diminuída no esmiril para não atrapalhar a saída da linha. do outro lado do carretel o parafuso foi fixado com uma porca travada com cola "trava rosca", uma bucha de aperto e mais uma porca, também com cola "trava rosca". Em seguida vem o manípulo e depois mais um par de porcas com "trava rosca" e bucha de aperno no meio. Obviamente foi deixada uma folga suficiente para o manípulo girar livremente. Ficou muito forte e funcional.
Nesta foto ainda dá pra ver um ponto preto na parte de cima do carretel. Ali fiz um furo que sai, na parte interna, rente à parede. Por este furo passo a linha que é fixada com um nó 8 por fora. Assim não fica aquele calombo na linha depois de enrolada. Nesta foto ele está carregado com 25 metros de corda de nylon 2,5mm.
A base foi feita com uma chapa de inos de 3mm. Dois furos escariados para os parafusos de fixação na madeira e um furo central para o parafuso que serve de eixo para o carretel. Trata-se de um parafuso de 8mm de diâmetro fixado com porca e "trava rosca". A guia de linha foi furada com broca 4mm e depois limada até ficar uniforme. Usei uma esmirilhadeira angular com disco de desbaste para diminuir o perfil da chapa na parte da guia de linha e usei uma lima redonda de moto-serra para diminuir a grossura da chapa na linha de dobra. Ficou perfeito! Dobrou com certa facilidade, de forma precisa e ainda ficou bem forte.
O acabamento foi dado com lixa 220 em todas as peças, antes de dobrar a guia. O carretel vai girar diretamente sobre a rosca do parafuso. Para diminuir o atrito tudo será lubrificado com graxa náutica branca . Como freio , somente uma borboleta. Para evitar que a borboleta desenrosque completamente dentro da água e se perca o carretel, vou "estragar" o finalzinho da rosca depois de tudo montado.
A construção foi feita com cerca de 6 horas de trabalho - fora a parte de torno - e sem soldas!
O custo foi bem alto, cerca de R$ 70,00.
Espero que vocês gostem!
Abraços e bom final de semana.
Segue um update na confecção da segunda arbalete. Hoje vou mostrar apenas fotos da carretilha sem solda que fiz em poliacetal e inox:
O carretel foi torneado por um amigo em poliacetal branco. Material muito resistente, optei por não usar nenhum tubo no furo do eixo. Em contrapartida a parede entre o furo do eixo e a parte interna do carretel é bem grossa. Depois de pronto achei que ele ficou um pouco alto - na parte interna tem 6 centímetros. O carretel torneado é a única parte da carretilha que não foi feita por mim.
A manivela foi feita com um manípulo extraído de um molinete de pesca quebrado. Usei um parafuso inox fixado com porcas no carretel. A cabeça do parafuso é do tipo panela, e foi bastante diminuída no esmiril para não atrapalhar a saída da linha. do outro lado do carretel o parafuso foi fixado com uma porca travada com cola "trava rosca", uma bucha de aperto e mais uma porca, também com cola "trava rosca". Em seguida vem o manípulo e depois mais um par de porcas com "trava rosca" e bucha de aperno no meio. Obviamente foi deixada uma folga suficiente para o manípulo girar livremente. Ficou muito forte e funcional.
Nesta foto ainda dá pra ver um ponto preto na parte de cima do carretel. Ali fiz um furo que sai, na parte interna, rente à parede. Por este furo passo a linha que é fixada com um nó 8 por fora. Assim não fica aquele calombo na linha depois de enrolada. Nesta foto ele está carregado com 25 metros de corda de nylon 2,5mm.
A base foi feita com uma chapa de inos de 3mm. Dois furos escariados para os parafusos de fixação na madeira e um furo central para o parafuso que serve de eixo para o carretel. Trata-se de um parafuso de 8mm de diâmetro fixado com porca e "trava rosca". A guia de linha foi furada com broca 4mm e depois limada até ficar uniforme. Usei uma esmirilhadeira angular com disco de desbaste para diminuir o perfil da chapa na parte da guia de linha e usei uma lima redonda de moto-serra para diminuir a grossura da chapa na linha de dobra. Ficou perfeito! Dobrou com certa facilidade, de forma precisa e ainda ficou bem forte.
O acabamento foi dado com lixa 220 em todas as peças, antes de dobrar a guia. O carretel vai girar diretamente sobre a rosca do parafuso. Para diminuir o atrito tudo será lubrificado com graxa náutica branca . Como freio , somente uma borboleta. Para evitar que a borboleta desenrosque completamente dentro da água e se perca o carretel, vou "estragar" o finalzinho da rosca depois de tudo montado.
A construção foi feita com cerca de 6 horas de trabalho - fora a parte de torno - e sem soldas!
O custo foi bem alto, cerca de R$ 70,00.
Espero que vocês gostem!
Abraços e bom final de semana.
terça-feira, 3 de maio de 2011
Arbalete #2 - primeira parte
Olá Pessoal,
Estou infectado com o micróbio das arbaletes. Não tem mais volta, já iniciei o segundo projeto, que com sorte e dedicação espero vender para poder comprar um bom neoprene para caçar nas águas aqui de Floripa.
Comecei por um dos pontos mais fracos do primeiro projeto: a coronha. De um bloco inteiro de canela mesclada cortei um perfil inspirado nas coronhas que tenho visto na net, adicionando elementos de design próprios. De um bloco, pode-se recortar duas coronhas. Em uma delas, a que será usada neste projeto, fiz a furação.
Aqui está ela de um lado...
E aqui do doutro.
Em seguida coloquei as tábuas do corpo em ordem, resinei, apliquei a fibra de vidro e amarrei tudo para secar:
Aqui estou usando um esquema de laminação diferente do primeiro projeto. Usei antes duas lâminas de jatobá de 4cm X 1,5cm com uma lâmina com as mesmas dimensões de marupá no meio, laminadas no sentido vertical.
Agora resolvi atacar com duas lâminas de cedro de 4cm X 1,5cm com uma de cerne de canela da mesma medida no meio, laminadas na vertical, e mais uma lâmina de jatobá de 1cm X 4,5 cm laminada na horizontal em cima de tudo. Ficou mais ou menos assim:
Essa técnica deve deixar o conjunto mais resistente e mais leve. Até porque retirei cerca de 1cm da parte de baixo, deixando o corpo todo com apenas 3,5cm de altura por 4cm de largura - depois de passar tudo na desempenadeira. Ficou mais ou menos assim:
Nesse esquema de laminação a guia do arpão vai ser cortada no jatobá, que é a madeira mais dura do conjunto. Depois disso, passei para a grosa e comecei a esculpir a coronha. Está ficando bom, na minha opinião:
E do outro lado:
Para ter uma ideia do conjunto final:
Já planejando também a posição do gatilho:
A arma terá comprimento total de 130cm, e espero ter cano de pelo menos 110. Vou usar duas borrachas de 16mm. Inicialmente pensava em usar duas de 20mm, mas acho que não vai ser necessário.
É isso aí galera. Esse vai ser mais lento do que o outro, principalmente porque quero prestar muito mais atenção aos detalhes e ao acabamento, até porque quero vender essa arma no final do processo.
Grande abraço pra todos!
Estou infectado com o micróbio das arbaletes. Não tem mais volta, já iniciei o segundo projeto, que com sorte e dedicação espero vender para poder comprar um bom neoprene para caçar nas águas aqui de Floripa.
Comecei por um dos pontos mais fracos do primeiro projeto: a coronha. De um bloco inteiro de canela mesclada cortei um perfil inspirado nas coronhas que tenho visto na net, adicionando elementos de design próprios. De um bloco, pode-se recortar duas coronhas. Em uma delas, a que será usada neste projeto, fiz a furação.
Aqui está ela de um lado...
E aqui do doutro.
Em seguida coloquei as tábuas do corpo em ordem, resinei, apliquei a fibra de vidro e amarrei tudo para secar:
Aqui estou usando um esquema de laminação diferente do primeiro projeto. Usei antes duas lâminas de jatobá de 4cm X 1,5cm com uma lâmina com as mesmas dimensões de marupá no meio, laminadas no sentido vertical.
Agora resolvi atacar com duas lâminas de cedro de 4cm X 1,5cm com uma de cerne de canela da mesma medida no meio, laminadas na vertical, e mais uma lâmina de jatobá de 1cm X 4,5 cm laminada na horizontal em cima de tudo. Ficou mais ou menos assim:
Essa técnica deve deixar o conjunto mais resistente e mais leve. Até porque retirei cerca de 1cm da parte de baixo, deixando o corpo todo com apenas 3,5cm de altura por 4cm de largura - depois de passar tudo na desempenadeira. Ficou mais ou menos assim:
Nesse esquema de laminação a guia do arpão vai ser cortada no jatobá, que é a madeira mais dura do conjunto. Depois disso, passei para a grosa e comecei a esculpir a coronha. Está ficando bom, na minha opinião:
E do outro lado:
Para ter uma ideia do conjunto final:
Já planejando também a posição do gatilho:
A arma terá comprimento total de 130cm, e espero ter cano de pelo menos 110. Vou usar duas borrachas de 16mm. Inicialmente pensava em usar duas de 20mm, mas acho que não vai ser necessário.
É isso aí galera. Esse vai ser mais lento do que o outro, principalmente porque quero prestar muito mais atenção aos detalhes e ao acabamento, até porque quero vender essa arma no final do processo.
Grande abraço pra todos!
domingo, 1 de maio de 2011
Arbalete de madeira #1 - última parte
Olá pessoal!
Já tava pronto faz tempo, mas eu estava esperando uma câmera melhorzinha que a do celular para tirar umas fotos.
O acabamento ficou muito ruim perto do que poderia ser. Usei uma técnica que não gostei muito para aplicar a resina. A primeira demão foi bem grossa, aplicada com pincel. Depois inventei de lixar.... nada bom. apesar de minimizar as imperfeições, em muitos locais o acabamento ficou opaco e feio.
As duas demãos seguintes apliquei com rolo de espuma. Ficou muito mais fácil e o resultado teria sido melhor se eu tivesse usado quatro ou cinco demãos com o rolo de espuma. É o que farei na próxima arma - que já está em andamento!
Também não gostei nada da coronha. Usei uma sobra da madeira e faltou material para esculpir. Não tem uma pegada muito natural, mas quebra o galho. Fiz um guarda-mato para o gatilho usando uma tira de inox e fixei o mecanismo do gatilho com parafusos de inox. O molinete está também aparafusado e pode ser trocado com facilidade.
O cabeçote, na minha opinião bem duvidosa, ficou bem esculpido. Fiquei bem satisfeito também com o passador, apesar de não estar polido como deveria. De qualquer forma, acabamento primoroso não foi mesmo o foco deste primeiro projeto. No cabeçote, o que eu não gostei mesmo foi do pino para passar o nylon em cima, que ficou muito curto.
Para terminar, colei uma borracha de chinelo mal cortada no final, só para poder armar sem me machucar.
De uma forma geral estou muito satisfeito com esse projeto. Todos os erros foram importantes pois sem eles eu não teria aprendido um monte de coisas importantes. Um dos pontos fortes foi o uso da fibra de vidro.
Falta ainda levar para água e fazer o teste de flutuação. Ficou uma arma relativamente pesada por conta do jatobá e eu espero não ter que adicionar nenhum lastro.
Acho que foi uma primeira tentativa relativamente boa (pelo aprendizado, quero dizer) e estou pronto para fazer o segundo mudando um monte de detalhes e, quem sabe, atingindo um mínimo de qualidade de acabamento que me permita vender a arma e comprar uma boa roupa neoprene.
Abraços e obrigado pela força, em especial o Jackson e o Renato do Guarapas, entre muitos outros, que foram sensacionais em compartilhar seu conhecimento.
Já tava pronto faz tempo, mas eu estava esperando uma câmera melhorzinha que a do celular para tirar umas fotos.
O acabamento ficou muito ruim perto do que poderia ser. Usei uma técnica que não gostei muito para aplicar a resina. A primeira demão foi bem grossa, aplicada com pincel. Depois inventei de lixar.... nada bom. apesar de minimizar as imperfeições, em muitos locais o acabamento ficou opaco e feio.
As duas demãos seguintes apliquei com rolo de espuma. Ficou muito mais fácil e o resultado teria sido melhor se eu tivesse usado quatro ou cinco demãos com o rolo de espuma. É o que farei na próxima arma - que já está em andamento!
Também não gostei nada da coronha. Usei uma sobra da madeira e faltou material para esculpir. Não tem uma pegada muito natural, mas quebra o galho. Fiz um guarda-mato para o gatilho usando uma tira de inox e fixei o mecanismo do gatilho com parafusos de inox. O molinete está também aparafusado e pode ser trocado com facilidade.
O cabeçote, na minha opinião bem duvidosa, ficou bem esculpido. Fiquei bem satisfeito também com o passador, apesar de não estar polido como deveria. De qualquer forma, acabamento primoroso não foi mesmo o foco deste primeiro projeto. No cabeçote, o que eu não gostei mesmo foi do pino para passar o nylon em cima, que ficou muito curto.
Para terminar, colei uma borracha de chinelo mal cortada no final, só para poder armar sem me machucar.
De uma forma geral estou muito satisfeito com esse projeto. Todos os erros foram importantes pois sem eles eu não teria aprendido um monte de coisas importantes. Um dos pontos fortes foi o uso da fibra de vidro.
Falta ainda levar para água e fazer o teste de flutuação. Ficou uma arma relativamente pesada por conta do jatobá e eu espero não ter que adicionar nenhum lastro.
Acho que foi uma primeira tentativa relativamente boa (pelo aprendizado, quero dizer) e estou pronto para fazer o segundo mudando um monte de detalhes e, quem sabe, atingindo um mínimo de qualidade de acabamento que me permita vender a arma e comprar uma boa roupa neoprene.
Abraços e obrigado pela força, em especial o Jackson e o Renato do Guarapas, entre muitos outros, que foram sensacionais em compartilhar seu conhecimento.
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