Olá pessoal
Eu nem ia mostrar essa arma, mas no final, contra todas as expectativas, ela ficou funcional e resolvi mostrar o resultado. A história é a seguinte:
Fiz o blank com a laminação usual - duas lâminas de cedro, com uma de cerne de canela no meio e uma de jatobá por baixo das três para dar lastro - e não prendi o blank da forma correta durante a secagem. O resultado foi um blank empenado.
Mas depois de deixar ele uns 2 meses encostado, resolvi terminar a arma apenas pelo exercício. Ficaria muito fina e eu me perguntei várias vezes como faria para passar um elástico circular num cabeçote magrela. Até que o óbvio me atingiu quando vi a arma de um italiano:
Notem a foto do canto superior direito. São elásticos paralelos fixados com corda na madeira, o que proporciona um cabeçote menor.
Ainda assim cometi outros erros, como a furação do gatilho PK Sub que utilizei - que por descuido - atravessou o blank. Acabei tendo que fazer um guardamato gigantesco.
Um lado positivo foi o teste da pistola de pintura. Ficou um acabamento muito bom, melhor do que resina epoxi com pincel e rolo de espuma que eu usava antes. Usei vermiz PU bicomponente com 8 demãos.
Bom, de qualquer forma, seguem as fotos:
Welcome to your life / There´s no turning back / Even while we sleep / We will find you / Acting on your best behaviour / Turn your back on mother nature / Everybody wants to rule the world .... .... .... Tears for Fears
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segunda-feira, 2 de abril de 2012
quarta-feira, 28 de março de 2012
Arbalete #3 - Finalizando a usinagem do blank
Boa tarde pessoal,
Nesta semana continuei a usinagem do blank e estou próximo de uma forma final. O contorno do cabeçote foi cortado e usinado com lixa 40 e 60. Também dei forma às abas laterais onde as barras de inox que prenderão o eixo das polias serão aparafusadas, atrás do cabeçote.
Fiz os furos e a usinagem dos recessos onde o elástico será preso por baixo da arma. Também arredondei os cantos vivos e dei uma lixada geral para emparelhar qualquer desnível.
Montei os elásticos de16mm com 50cm cada, para um curso total de 170cm somando-se a parte de cima do cano e a parte de baixo, entre o pino da seta e o recesso de ancoragem do elástico por baixo.
Ainda estou aguardando o torneiro terminar as peças que encomendei com ele, mas até lá, seguem as fotos:
Próximos passos: lixar até grana 320 para dar acabamendo pré pintura. Receber e montar as peças de tecnil, ajustar o gatilho e fabricar as peças de inox.
Abraços a todos!
Nesta semana continuei a usinagem do blank e estou próximo de uma forma final. O contorno do cabeçote foi cortado e usinado com lixa 40 e 60. Também dei forma às abas laterais onde as barras de inox que prenderão o eixo das polias serão aparafusadas, atrás do cabeçote.
Fiz os furos e a usinagem dos recessos onde o elástico será preso por baixo da arma. Também arredondei os cantos vivos e dei uma lixada geral para emparelhar qualquer desnível.
Montei os elásticos de16mm com 50cm cada, para um curso total de 170cm somando-se a parte de cima do cano e a parte de baixo, entre o pino da seta e o recesso de ancoragem do elástico por baixo.
Ainda estou aguardando o torneiro terminar as peças que encomendei com ele, mas até lá, seguem as fotos:
Abraços a todos!
quarta-feira, 14 de março de 2012
Arbalete #3 - Continuação: usinagem do blank
Pessoal
Dando continuidade ao projeto da rollergun, fiz as canaletas de descanso das borrachas na tupia, em cima e em baixo.
Abri as cavidades onde ficarão as polias e colei madeira nas laterais para completar o tamanho do cabeçote para receber as polias - faltavam ali uns 7mm.
Como algumas pessoas acreditam que as imagens valem mais do que as palavras (há que se discutir sobre o assunto num post mais oportuno) seguem as fotos:
Dando continuidade ao projeto da rollergun, fiz as canaletas de descanso das borrachas na tupia, em cima e em baixo.
Abri as cavidades onde ficarão as polias e colei madeira nas laterais para completar o tamanho do cabeçote para receber as polias - faltavam ali uns 7mm.
Como algumas pessoas acreditam que as imagens valem mais do que as palavras (há que se discutir sobre o assunto num post mais oportuno) seguem as fotos:
segunda-feira, 5 de março de 2012
Arbalete #3 - Começando a rollergun
Bom dia pessoal!
Neste último sábado, em meio às tarefas de manutenção da casa, resolvi começar a construir a minha rollergun. O projeto é uma cópia das rollers do Renato. As medidas do blank são 5cm X 3cm X 90cm de cano, o que dá um comprimeiro total de cerca de 110cm ou mais um pouco. Vou saber ao certo depois de terminar.
Comprei o blank do Leandro Pacheco, colega armeiro que vem fazendo canos de madeira artesanais de ótimo nível, vendendo com muita aceitação para todo o país. Foi feito com lâminas alternadas de jatobá e cedro, o que inicialmente pode parecer pesado - na água vai mostrar equilíbrio ideal na flutuabilidade. As armas que fiz em jatobá e cedro, até agora, afundam com a seta e flutuam após o tiro.
Nesta foto dá para ver o detalhe da laminação e o desenho de onde será feita a furação para o gatilho.
Esta, para quem não conhece, é a super plaininha para escavação da guia da seta. Quem se interessar em construir uma, tenho o tutorial aqui mesmo, no blog. Como a lâmina central do blank é de um cedro bem linheiro, a plaina funcionou muito bem. Dá pra ver pelo comprimento dos cavacos.
Com a guia escavada, fiz a furação e abertura da cavidade que deve receber o gatilho. Parei no sábado mais ou menos neste ponto. Para que se tenha uma idéia de como vai ficar, vejam a foto abaixo:
O gatilho e a carretilha Omer Match 30 serão usados nesta arma. A coronha e as roldanas não. São para outros projetos, mas já se pode ter uma imagem do produto final.
É isso aí galera! Até a próxima.
Neste último sábado, em meio às tarefas de manutenção da casa, resolvi começar a construir a minha rollergun. O projeto é uma cópia das rollers do Renato. As medidas do blank são 5cm X 3cm X 90cm de cano, o que dá um comprimeiro total de cerca de 110cm ou mais um pouco. Vou saber ao certo depois de terminar.
Comprei o blank do Leandro Pacheco, colega armeiro que vem fazendo canos de madeira artesanais de ótimo nível, vendendo com muita aceitação para todo o país. Foi feito com lâminas alternadas de jatobá e cedro, o que inicialmente pode parecer pesado - na água vai mostrar equilíbrio ideal na flutuabilidade. As armas que fiz em jatobá e cedro, até agora, afundam com a seta e flutuam após o tiro.
Nesta foto dá para ver o detalhe da laminação e o desenho de onde será feita a furação para o gatilho.
Esta, para quem não conhece, é a super plaininha para escavação da guia da seta. Quem se interessar em construir uma, tenho o tutorial aqui mesmo, no blog. Como a lâmina central do blank é de um cedro bem linheiro, a plaina funcionou muito bem. Dá pra ver pelo comprimento dos cavacos.
Com a guia escavada, fiz a furação e abertura da cavidade que deve receber o gatilho. Parei no sábado mais ou menos neste ponto. Para que se tenha uma idéia de como vai ficar, vejam a foto abaixo:
O gatilho e a carretilha Omer Match 30 serão usados nesta arma. A coronha e as roldanas não. São para outros projetos, mas já se pode ter uma imagem do produto final.
É isso aí galera! Até a próxima.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Bonitas imagens da reserva do Arvoredo
Lindo vídeo feito na reserva do Arvoredo com especial atenção às pequenas criaturas. Faz a gente pensar no motivo pelo qual devemos pescar de forma ética e consciente.
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Arbalete #2 - Finalizada!
Olá pessoal,
Seguem as fotos da segunda arbalete. Já terminei faz um tempinho, mas estava devendo as fotos:
Seguem as fotos da segunda arbalete. Já terminei faz um tempinho, mas estava devendo as fotos:
Seguem os dados da moça:
Arma de 110 com laminação em "T" alternando duas pranchas de cedro com uma de cerne de canela preta no meio. Na horizontal, por baixo, uma prancha de jatobá.
Coronha laminada com cedro e canela rajada. Todas as laminações com fibra de vidro para reforço estrutural.
Sistema de gatilho artesanal, solta linha, prendedor da coronha e guia de linha em inox, e carretilha artesanal em inox e tecnil com capacidade de 44 metros de linha 2,5mm.
Trabalha com duas 16 montados com miçangas de dyneema. Protetor de peito enborrachado e seta PK inox mola.
Ainda não foi para água... mas isso deve mudar no feriado do dia 15.
Abraço a todos!
sábado, 24 de setembro de 2011
Arbalete #2 - Gatilho e nova coronha
Olá Pessoal,
Já faz algum tempo não é? Bom, estou de férias desde segunda feira e tive algum tempo para dar sequência ao trabalho da nova arbalete. Nas fotos abaixo podemos ver a nova coronha.
Fiz uma nova pois a antiga tinha alguns problemas. Primeiro, era feita a partir de um bloco de canela maciça. Eu a havia cortado no sentido errado (fibra na vertical) e a havia esculpido usando a mão nua como modelo, quando na verdade estaria mergulhando de luvas.
Como vocês podem ver, a nova coronha é laminada com duas partes de cedro e uma no centro de canela, adicionando fibra de vidro como reforço entre as camadas. Isso resolve o problema da fragilidade. Também fui mais generoso nos espaços para os dedos e na furação da guarda do gatilho, o que resolve o problema de falta de espaço para as luvas.
O gatilho foi feito usando as peças do gatilho do Jackson - lá do Guarapas - como gabarito. Para minha caixa usei um tubo de inox retangular pois evita o complicado serviço de dobra. Funcionou muito bem, mesmo que eu tenha apanahdo por um bom tempo até acertar a furação.
Abaixo algumas imagens de como está ficando o conjunto, já com a carretilha:
A coronha será fixada no corpo da arma com dois parafusos de inox, além de resina epoxi, é claro:
Valeu galera!
Já faz algum tempo não é? Bom, estou de férias desde segunda feira e tive algum tempo para dar sequência ao trabalho da nova arbalete. Nas fotos abaixo podemos ver a nova coronha.
Fiz uma nova pois a antiga tinha alguns problemas. Primeiro, era feita a partir de um bloco de canela maciça. Eu a havia cortado no sentido errado (fibra na vertical) e a havia esculpido usando a mão nua como modelo, quando na verdade estaria mergulhando de luvas.
Como vocês podem ver, a nova coronha é laminada com duas partes de cedro e uma no centro de canela, adicionando fibra de vidro como reforço entre as camadas. Isso resolve o problema da fragilidade. Também fui mais generoso nos espaços para os dedos e na furação da guarda do gatilho, o que resolve o problema de falta de espaço para as luvas.
O gatilho foi feito usando as peças do gatilho do Jackson - lá do Guarapas - como gabarito. Para minha caixa usei um tubo de inox retangular pois evita o complicado serviço de dobra. Funcionou muito bem, mesmo que eu tenha apanahdo por um bom tempo até acertar a furação.
Abaixo algumas imagens de como está ficando o conjunto, já com a carretilha:
A coronha será fixada no corpo da arma com dois parafusos de inox, além de resina epoxi, é claro:
Valeu galera!
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Coisas que matam mais do que tubarões
Coisas que matam mais do que tubarões
Conheça também o projeto Protuba, do instituto Aqualung.
Tubarões não são nossos inimigos!
Conheça também o projeto Protuba, do instituto Aqualung.
Tubarões não são nossos inimigos!
terça-feira, 12 de julho de 2011
Arbalete #2 - Corrigindo erro na carretilha
Olá pessoal!
Mostrando o trabalho da carretilha lá no Guarapas, recebi a dica importantíssima do Renato sobre um erro na carretilha. O Tópico está aqui.
O problema era que a borboleta que serve de freio estava em atrito direto com o carretel, de forma o carretel girando, girava a borboleta, que apertava ou cedia conforme a direção em que girava o carretel.
Então, seguindo a orientação do Renato, implementei a seguinte solução:
Desbastei as laterais do parafuso no eixo central para o deixar com uma forma achatada, preservando a rosca nos lados perpendiculares de forma que a borboleta continue enroscando perfeitamente.
Depois peguei uma arruela de inox 3/16 e alarguei o furo de dois lados para que o buraco tome a forma da ponta desbastada do parafuso. Isso vai fazer com que o atrito do carretel seja com a arruela, que não vai girar, prevenindo a borboleta de travar ou cair do parafuso.
Tudo muito simples e inteligente! Obrigado Renato.
Aproveito para mostrar a segunda carretilha que estou fazendo para um amigo pescar na Bahia:
Esta vai ter uma manivela maior, retirada de um molinete MS Altima 3000 travado que caiu no mar.
Abraços!
Mostrando o trabalho da carretilha lá no Guarapas, recebi a dica importantíssima do Renato sobre um erro na carretilha. O Tópico está aqui.
O problema era que a borboleta que serve de freio estava em atrito direto com o carretel, de forma o carretel girando, girava a borboleta, que apertava ou cedia conforme a direção em que girava o carretel.
Então, seguindo a orientação do Renato, implementei a seguinte solução:
Desbastei as laterais do parafuso no eixo central para o deixar com uma forma achatada, preservando a rosca nos lados perpendiculares de forma que a borboleta continue enroscando perfeitamente.
Depois peguei uma arruela de inox 3/16 e alarguei o furo de dois lados para que o buraco tome a forma da ponta desbastada do parafuso. Isso vai fazer com que o atrito do carretel seja com a arruela, que não vai girar, prevenindo a borboleta de travar ou cair do parafuso.
Tudo muito simples e inteligente! Obrigado Renato.
Aproveito para mostrar a segunda carretilha que estou fazendo para um amigo pescar na Bahia:
Esta vai ter uma manivela maior, retirada de um molinete MS Altima 3000 travado que caiu no mar.
Abraços!
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Arbalete #2 - segunda parte
Olá pessoal!
Segue um update na confecção da segunda arbalete. Hoje vou mostrar apenas fotos da carretilha sem solda que fiz em poliacetal e inox:
O carretel foi torneado por um amigo em poliacetal branco. Material muito resistente, optei por não usar nenhum tubo no furo do eixo. Em contrapartida a parede entre o furo do eixo e a parte interna do carretel é bem grossa. Depois de pronto achei que ele ficou um pouco alto - na parte interna tem 6 centímetros. O carretel torneado é a única parte da carretilha que não foi feita por mim.
A manivela foi feita com um manípulo extraído de um molinete de pesca quebrado. Usei um parafuso inox fixado com porcas no carretel. A cabeça do parafuso é do tipo panela, e foi bastante diminuída no esmiril para não atrapalhar a saída da linha. do outro lado do carretel o parafuso foi fixado com uma porca travada com cola "trava rosca", uma bucha de aperto e mais uma porca, também com cola "trava rosca". Em seguida vem o manípulo e depois mais um par de porcas com "trava rosca" e bucha de aperno no meio. Obviamente foi deixada uma folga suficiente para o manípulo girar livremente. Ficou muito forte e funcional.
Nesta foto ainda dá pra ver um ponto preto na parte de cima do carretel. Ali fiz um furo que sai, na parte interna, rente à parede. Por este furo passo a linha que é fixada com um nó 8 por fora. Assim não fica aquele calombo na linha depois de enrolada. Nesta foto ele está carregado com 25 metros de corda de nylon 2,5mm.
A base foi feita com uma chapa de inos de 3mm. Dois furos escariados para os parafusos de fixação na madeira e um furo central para o parafuso que serve de eixo para o carretel. Trata-se de um parafuso de 8mm de diâmetro fixado com porca e "trava rosca". A guia de linha foi furada com broca 4mm e depois limada até ficar uniforme. Usei uma esmirilhadeira angular com disco de desbaste para diminuir o perfil da chapa na parte da guia de linha e usei uma lima redonda de moto-serra para diminuir a grossura da chapa na linha de dobra. Ficou perfeito! Dobrou com certa facilidade, de forma precisa e ainda ficou bem forte.
O acabamento foi dado com lixa 220 em todas as peças, antes de dobrar a guia. O carretel vai girar diretamente sobre a rosca do parafuso. Para diminuir o atrito tudo será lubrificado com graxa náutica branca . Como freio , somente uma borboleta. Para evitar que a borboleta desenrosque completamente dentro da água e se perca o carretel, vou "estragar" o finalzinho da rosca depois de tudo montado.
A construção foi feita com cerca de 6 horas de trabalho - fora a parte de torno - e sem soldas!
O custo foi bem alto, cerca de R$ 70,00.
Espero que vocês gostem!
Abraços e bom final de semana.
Segue um update na confecção da segunda arbalete. Hoje vou mostrar apenas fotos da carretilha sem solda que fiz em poliacetal e inox:
O carretel foi torneado por um amigo em poliacetal branco. Material muito resistente, optei por não usar nenhum tubo no furo do eixo. Em contrapartida a parede entre o furo do eixo e a parte interna do carretel é bem grossa. Depois de pronto achei que ele ficou um pouco alto - na parte interna tem 6 centímetros. O carretel torneado é a única parte da carretilha que não foi feita por mim.
A manivela foi feita com um manípulo extraído de um molinete de pesca quebrado. Usei um parafuso inox fixado com porcas no carretel. A cabeça do parafuso é do tipo panela, e foi bastante diminuída no esmiril para não atrapalhar a saída da linha. do outro lado do carretel o parafuso foi fixado com uma porca travada com cola "trava rosca", uma bucha de aperto e mais uma porca, também com cola "trava rosca". Em seguida vem o manípulo e depois mais um par de porcas com "trava rosca" e bucha de aperno no meio. Obviamente foi deixada uma folga suficiente para o manípulo girar livremente. Ficou muito forte e funcional.
Nesta foto ainda dá pra ver um ponto preto na parte de cima do carretel. Ali fiz um furo que sai, na parte interna, rente à parede. Por este furo passo a linha que é fixada com um nó 8 por fora. Assim não fica aquele calombo na linha depois de enrolada. Nesta foto ele está carregado com 25 metros de corda de nylon 2,5mm.
A base foi feita com uma chapa de inos de 3mm. Dois furos escariados para os parafusos de fixação na madeira e um furo central para o parafuso que serve de eixo para o carretel. Trata-se de um parafuso de 8mm de diâmetro fixado com porca e "trava rosca". A guia de linha foi furada com broca 4mm e depois limada até ficar uniforme. Usei uma esmirilhadeira angular com disco de desbaste para diminuir o perfil da chapa na parte da guia de linha e usei uma lima redonda de moto-serra para diminuir a grossura da chapa na linha de dobra. Ficou perfeito! Dobrou com certa facilidade, de forma precisa e ainda ficou bem forte.
O acabamento foi dado com lixa 220 em todas as peças, antes de dobrar a guia. O carretel vai girar diretamente sobre a rosca do parafuso. Para diminuir o atrito tudo será lubrificado com graxa náutica branca . Como freio , somente uma borboleta. Para evitar que a borboleta desenrosque completamente dentro da água e se perca o carretel, vou "estragar" o finalzinho da rosca depois de tudo montado.
A construção foi feita com cerca de 6 horas de trabalho - fora a parte de torno - e sem soldas!
O custo foi bem alto, cerca de R$ 70,00.
Espero que vocês gostem!
Abraços e bom final de semana.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Plaina para construção de arbaletes
Olá pessoal,
Aqui tem uma idéia que me ocorreu outro dia. Eu estava preocupado com a guia da arbalete que estou fazendo... estava pensando em comprar uma tupia para poder fazer a guia, uma vez que o marceneiro que eu conheço não tem uma fresa adequada a esta tarefa e a tupia dele chega a ser uma ignorância para este trabalho delicado. Não me preocupo com as duas outras tarefas que a tupia desempenha na construção da arbalete: o descanso das borrachas na lateral do corpo e o arredondamento do corpo na parte de baixo. Para estes serviços ele tem as fresas perfeitas.
Então, visitando um site de luthieria vi um tutorial sobre como fazer uma plaina. Segue o link com o trabalho fantástico do cara: Beluthier
Ele baseou seu trabalho em um projeto de um site americano (o link para o projeto original está no endereço acima).
Mas me pareceu razoavelmente viável fazer uma coisa mais simples para resolver meu problema. Uma pesquisa rápida na internet sobre plainas me mostrou que existem plainas com ferros (ou lâminas) dos mais diversos formatos. Algumas, usadas antigamente para fazer molduras chamaram a minha atenção:
Depois de dividir a madeira em três fatias, sendo a do meio de 20mm, peguei este pedaço do meio e marquei um ângulo de 45 graus. Não jogue fora o pedaço que será cortado entre a parte anterior e posterior do miolo. Ele servirá de molde para fazer a cunha que vai segurar o ferro no lugar.
Feito esse corte, foi só dar um espaço de 2cm, mais ou menos, e aumentar o ângulo. Colei a parte anterior do miolo e levei para fazer a furação. Como estamos furando uma peça cheia de ângulos o correto é usar uma furadeira de coluna e uma broca especial, tipo fresa, e não as brocas chatas.
Esse serviço tem de ser feito por um marceneiro que tenha essa broca. Não tente fazer em casa com sua furadeira manual, nem com broca chata. Você só vai se machucar seriamente.
Agora chegou a hora de colar as duas partes que faltam: primeiro a parte posterior do miolo, com rampa em 45 graus onde o ferro vai descansar, e a segunda lateral, esta inteira, sem furação. Importante passar cola de forma uniforme por toda a superfície.
Grampear e esperar secar!
Um close da parte interna enquanto seca:
Enquanto isso está secando, vamos nos preocupar com o ferro. Na verdade eu fiz o ferro antes da madeira, mas tanto faz. Para fazer essa peça importante usei um pedaço de mola de Kombi, que tem aproximadamente 20mm de largura e uns 2mm de espessura. Molas de carros são feitos de aço 5160, com teor de carbono relativamente alto (o que quer dizer, duro o suficiente para reter fio) e têm uma grande vantagem: já estão temperados (a têmpera é o processo pelo qual se endurece o aço).
Logo, se tomarmos cuidado para que este aço não se aqueça demais durante o desbaste da lâmina, ele não perderá a têmpera.
Então cortei um pedaço da ponta da mola com a esmirilhadeira. O lado que cortei esquentou, e ficou destemperado. Podemos verificar isso quando aço adquire uma cor amarelada ou azulada. Isso é uma camada de óxido que se forma na superfície. Então usei o outro lado para fazer a ponta afiada do ferro.
Marquei o centro e, a partir dali - com o auxílio do paquímetro - medi 7mm. Então fui para o esmiril para fazer o desbaste.
Para desbastar temos que ter muito cuidado para não esquentar. O ideal é, a cada passada pela pedra, mergular o ferro em água ou passar por baixo da torneira. Feito o formato arredondado na ponta, basta escolher um lado e começar a fazer o fio, criando um ângulo agudo - mas de apenas um lado, o outro deve ficar plano. O resultado foi este:
Do outro lado, podemos ver o ângulo do fio:
Bom, a madeira já deve estar seca. Depois de verificar a colagem coloquei uma folha de lixa 220 para madeira sobre uma pedra de granito que tenho aqui em casa (perfeitamente plana) e dei uma boa lixada esfregando a madeira na lixa. Lixei também a parte de trás e arredondei os cantos para não machucar a mão.
Para prender o ferro na plaina, escolhi um pedaço de marupá (madeira mais mole que o angelim pedra) e marquei com o pedacinho que sobrou do miolo e cortei a cunha.
Aí foi só remover o excesso de material:
Por último medi o meio da plaina e o meio da minha arbalete, e aparafusei uma guia de madeira de um dos lados da plaina:
Isso garante que a guia do arpão será escavada exatamente no meio da arbalete. A guia de madeira foi aparafusada para poder ser removida e trocada por outra de tamanho diferente quando eu for fazer outras arbaletes com medidas diferentes.
Resultado final:
Dicas de como trabalhar com essa ferramenta:
Comece com menos de 1mm de ferro para fora. Vai fazer apenas um risquinho na madeira. Vá aumentando ferro aos poucos, dando levíssimas marteladas no metal, e vá aumentando gradativamente a profundidada da guia na arbalete.
Corra a plaina de um lado da arbalete e se ficar um pouco fora de centro não se desespere. Basta virar a madeira ao contrário e correr a plaina no sentido oposto, para nivelar o corte. Se você nâo errou MUITO, isso não vai fazer diferença.
Mas como ficou o trabalho???
Aqui tem uma idéia que me ocorreu outro dia. Eu estava preocupado com a guia da arbalete que estou fazendo... estava pensando em comprar uma tupia para poder fazer a guia, uma vez que o marceneiro que eu conheço não tem uma fresa adequada a esta tarefa e a tupia dele chega a ser uma ignorância para este trabalho delicado. Não me preocupo com as duas outras tarefas que a tupia desempenha na construção da arbalete: o descanso das borrachas na lateral do corpo e o arredondamento do corpo na parte de baixo. Para estes serviços ele tem as fresas perfeitas.
Então, visitando um site de luthieria vi um tutorial sobre como fazer uma plaina. Segue o link com o trabalho fantástico do cara: Beluthier
Ele baseou seu trabalho em um projeto de um site americano (o link para o projeto original está no endereço acima).
Mas me pareceu razoavelmente viável fazer uma coisa mais simples para resolver meu problema. Uma pesquisa rápida na internet sobre plainas me mostrou que existem plainas com ferros (ou lâminas) dos mais diversos formatos. Algumas, usadas antigamente para fazer molduras chamaram a minha atenção:
O desenho acima é extremamente simples. Um sanduiche de madeira cortada nos ângulos corretos com um buraco no meio para a saída dos cavacos, um ferro arredondado e uma cunha de madeira para segurar tudo no lugar. Um pouco mais de pesquisa me trouxe a informação que faltava: o ângulo de ataque do ferro, que para corte a favor da fibra da madeira deve ser de 45 graus.
Então peguei uma sobra de angelim pedra que eu tinha em casa, fiz a marcação e fui para a marcenaria do meu amigo, que me ajudou a cortar na esquadrejadeira os pedaços da forma correta:
Depois de dividir a madeira em três fatias, sendo a do meio de 20mm, peguei este pedaço do meio e marquei um ângulo de 45 graus. Não jogue fora o pedaço que será cortado entre a parte anterior e posterior do miolo. Ele servirá de molde para fazer a cunha que vai segurar o ferro no lugar.
Feito esse corte, foi só dar um espaço de 2cm, mais ou menos, e aumentar o ângulo. Colei a parte anterior do miolo e levei para fazer a furação. Como estamos furando uma peça cheia de ângulos o correto é usar uma furadeira de coluna e uma broca especial, tipo fresa, e não as brocas chatas.
Esse serviço tem de ser feito por um marceneiro que tenha essa broca. Não tente fazer em casa com sua furadeira manual, nem com broca chata. Você só vai se machucar seriamente.
Agora chegou a hora de colar as duas partes que faltam: primeiro a parte posterior do miolo, com rampa em 45 graus onde o ferro vai descansar, e a segunda lateral, esta inteira, sem furação. Importante passar cola de forma uniforme por toda a superfície.
Grampear e esperar secar!
Um close da parte interna enquanto seca:
Enquanto isso está secando, vamos nos preocupar com o ferro. Na verdade eu fiz o ferro antes da madeira, mas tanto faz. Para fazer essa peça importante usei um pedaço de mola de Kombi, que tem aproximadamente 20mm de largura e uns 2mm de espessura. Molas de carros são feitos de aço 5160, com teor de carbono relativamente alto (o que quer dizer, duro o suficiente para reter fio) e têm uma grande vantagem: já estão temperados (a têmpera é o processo pelo qual se endurece o aço).
Logo, se tomarmos cuidado para que este aço não se aqueça demais durante o desbaste da lâmina, ele não perderá a têmpera.
Então cortei um pedaço da ponta da mola com a esmirilhadeira. O lado que cortei esquentou, e ficou destemperado. Podemos verificar isso quando aço adquire uma cor amarelada ou azulada. Isso é uma camada de óxido que se forma na superfície. Então usei o outro lado para fazer a ponta afiada do ferro.
Marquei o centro e, a partir dali - com o auxílio do paquímetro - medi 7mm. Então fui para o esmiril para fazer o desbaste.
Para desbastar temos que ter muito cuidado para não esquentar. O ideal é, a cada passada pela pedra, mergular o ferro em água ou passar por baixo da torneira. Feito o formato arredondado na ponta, basta escolher um lado e começar a fazer o fio, criando um ângulo agudo - mas de apenas um lado, o outro deve ficar plano. O resultado foi este:
Do outro lado, podemos ver o ângulo do fio:
Bom, a madeira já deve estar seca. Depois de verificar a colagem coloquei uma folha de lixa 220 para madeira sobre uma pedra de granito que tenho aqui em casa (perfeitamente plana) e dei uma boa lixada esfregando a madeira na lixa. Lixei também a parte de trás e arredondei os cantos para não machucar a mão.
Para prender o ferro na plaina, escolhi um pedaço de marupá (madeira mais mole que o angelim pedra) e marquei com o pedacinho que sobrou do miolo e cortei a cunha.
Aí foi só remover o excesso de material:
Por último medi o meio da plaina e o meio da minha arbalete, e aparafusei uma guia de madeira de um dos lados da plaina:
Isso garante que a guia do arpão será escavada exatamente no meio da arbalete. A guia de madeira foi aparafusada para poder ser removida e trocada por outra de tamanho diferente quando eu for fazer outras arbaletes com medidas diferentes.
Resultado final:
Dicas de como trabalhar com essa ferramenta:
Comece com menos de 1mm de ferro para fora. Vai fazer apenas um risquinho na madeira. Vá aumentando ferro aos poucos, dando levíssimas marteladas no metal, e vá aumentando gradativamente a profundidada da guia na arbalete.
Corra a plaina de um lado da arbalete e se ficar um pouco fora de centro não se desespere. Basta virar a madeira ao contrário e correr a plaina no sentido oposto, para nivelar o corte. Se você nâo errou MUITO, isso não vai fazer diferença.
Mas como ficou o trabalho???
Toda essa guia foi escavada em apenas meia hora de trabalho. Depois de usar a plaina também é necessário enrolar um pedacinho de lixa 80 emum lápis e passar por dentro da guia para dar um bom acabamento. Gaste mais uns 20 minutos nisso. É tempo bem investido.
E aqui alguns cavacos produzidos pela minha mais nova amiguinha:
Acho que, para uma primeira tentativa, esse pequeno projeto foi um sucesso! Fiquei muito feliz com o resultado e acho que, assim como eu, qualquer bricoleiro que esteja fazendo arbaletes artesanais pode economizar um bom dinheiro na tupia. Pelo menos por um tempo. Para quem esteja pensando em se profissionalizar, aconselho comprar a máquina em algum momento - como eu mesmo estou pensando em fazer.
Abraços e água roxa pra todos!
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Nota: o colega Nelson Scarpa, também participante do Guarapa´s, me mandou o seguinte e-mail com algumas informações muito legais:
Jefferson! vc não me conhece mas faço parte tambem do Guarapas. Estive vendo seu blog, aliás parabens!!! e notei que postou uma plaina de madeira e vi que a usou para o rebaixo da seta. O Guilherme (Nome da Plaina), pode ser usado tambem na lateral (rebaixo do elástico) pois anos atrás era usada para rebaixos de caxilios de madeira tanto para portas como janelas.Eu tambem fabrico alguns arbaletes e acho que os viu no Guarapas na seção (links), tambem tenho um blog mas está desatualizado (scarpasub.blogspot.com).Abraços e Parabens pelas armas
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