segunda-feira, 4 de junho de 2012

A casa da sogra...

Olá pessoal,

Neste final de semana, em vez de pescar, fomos à São Bonifácio/SC para passar o domingo com a minha sogra. Como ela é uma pessoa excepcional, resolvi fazer um agrado, descongelar alguma garoupa e fazer uma moqueca.

Lá levamos a comida a sério. Algumas fotos da casa podem atestar o que digo:

Aqui está a horta. Couves, repolhos, morangos, cebolinha, alface, alecrim, majericão e - indispensável - muito coentro. Tudo tratado sem agrotóxico, com erva daninha arrancada à mão e o carinho que só as pessoas do interior dedicam a essas coisas.


Na sua generosidade, ela fez uma casinha de bonecas, um escorregador e um balanço para meus filhos brincarem sempre que vamos visitar. De quebra, ganhei um rancho de madeira para as bricolagens de fim de semana. No primeiro plano, o alecrim ainda tímido perto do manjericão. Ao fundo as laranjeiras.

E de quebra, temos um aparato desses! Quem tem fogão a lenha sabe que a comida fica especial, ainda mais no friozinho que faz aqui no sul.



Então, para agradar, eis a moqueca, feita pela minha esposa:


E a minha pequena contribuição, um couscous marroquino com tempero brasileiro. Como todo mundo que pesca sabe fazer moqueca, vai então a receira do couscous:

  • 500gr de couscous marroquino (vende em supermercado ou casas de temperos);
  • 4 tomates verdes grandes (tem de ser bem verde);
  • 1/2 pimentão vermelho;
  • 500ml de caldo de frango (se não tiver natural, pode usar água e dois tabletes de caldo industrial);
  • Coentro fresco à gosto.
Abra os tomates e remova completamente as sementes, procurando deixar o tomate o mais seco possível. Corte em cubinhos bem pequenos, reserve. Corte metade desta quantidade de pimentão vermelho, em cubos do mesmo tamanho. Ferva o caldo de frango e coloque o pimentão no caldo por um minuto para amolecer um poquinho. Coloque o couscous em uma tigela e jogue o caldo por cima. Mexa bastante até que o couscous absorva completamente o caldo, o que pode demorar alguns minutos. Em seguida, quando já estiver esfriando, misture os tomates e o coentro cortado de forma grosseira. Misture bem e com uma colher grande pressione o couscous contra o fundo da tigela. Vire a tigela sobre um prato de tamanho compatível e sacuda de forma gentil para desgrudar. Decore com um ramo de coentro.



Não é a forma tradicional de fazer couscous, mas quebra muito bem o galho. Nunca tentei fazer com farinha como se faz no nordeste - até porque acho que aí seria necessário cozinhar no vapor. De qualquer forma, é um ótimo acompanhamento para peixes assados ou ensopados.

Abraços a todos, e bom apetite!

terça-feira, 29 de maio de 2012

Kamidana desmontável

Olá pessoal,

A alguns meses estivemos reunidos no Kawai Shihan Dojo para planejar um evento que realizaremos ainda neste ano. Discutindo a logística necessária às apresentações que fazemos de tempos em tempos, surgiu a idéia de fazer um kamidana desmontável que pudesse ser levado facilmente a qualquer lugar.

Quando trabalhamos a idéia alguns requisitos foram estabelecidos:

  • Ser fácil e rápido de montar;
  • Ser leve para que, desmontado, seja carregado por apenas uma pessoa;
  • Ser resisntente à umidade, chuva e raios solares;
  • Ser simples e agradável aos olhos.
Com estas diretrizes, elaborei o seguinte projeto:



O móvel todo seria composto de quatro táboas de madeira. Duas de 1,50m para o tampo e a frente da bancada e duas táboas na vertical - uma para os kanjis da palavra "aikido" e outro para a foto do fundador. Duas taboinhas serviriam para fechar as laterais do tampo.

Os kanjis seriam pintados diretamente sobre a madeira com a ajuda de um stencil cortado em vinil. O movel todo seria envernizado com verniz automotivo de poliuretano bicomponente, que já vem com proteção UV e não fica opaco quando exposto à luz solar muito tempo.

A madeira escolhida deveria ser leve mas muito seca, para evitar empenamentos, e razoavelmente resistente. Escolhemos Caixeta (ou Marupá).

O móvel todo é desmontado ou montado em menos de cinco minutos, com a ajuda de uma parafusadeira, sendo necessários apenas 8 parafusos. As laterais foram fixadas com dobradiças e se voltam para o interior do tampo. 

Foi um trabalho muito gratificante e gostoso de fazer. 

No final, ficou assim:


Algumas fotos do processo:


É isso aí pessoal! Abração a todos!

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Arbalete #4 - Frankenstein!!!

Olá pessoal

Eu nem ia mostrar essa arma, mas no final, contra todas as expectativas, ela ficou funcional e resolvi mostrar o resultado. A história é a seguinte:

Fiz o blank com a laminação usual - duas lâminas de cedro, com uma de cerne de canela no meio e uma de jatobá por baixo das três para dar lastro - e não prendi o blank da forma correta durante a secagem. O resultado foi um blank empenado.

Mas depois de deixar ele uns 2 meses encostado, resolvi terminar a arma apenas pelo exercício. Ficaria muito fina e eu me perguntei várias vezes como faria para passar um elástico circular num cabeçote magrela. Até que o óbvio me atingiu quando vi a arma de um italiano:


Notem a foto do canto superior direito. São elásticos paralelos fixados com corda na madeira, o que proporciona um cabeçote menor.

Ainda assim cometi outros erros, como a furação do gatilho PK Sub que utilizei - que por descuido - atravessou o blank. Acabei tendo que fazer um guardamato gigantesco.

Um lado positivo foi o teste da pistola de pintura. Ficou um acabamento muito bom, melhor do que resina epoxi com pincel e rolo de espuma que eu usava antes. Usei vermiz PU bicomponente com 8 demãos.


Bom, de qualquer forma, seguem as fotos: